sexta-feira, janeiro 20, 2006 

O LIVRO DOS LIVROS II


Provérbios 15:18 O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta.

segunda-feira, janeiro 16, 2006 

O LIVRO DOS LIVROS I


A BÍBLIA

Livro dos Salmos
Capítulo: 37
Verso nº 1

De David

Não te irrites por causa dos malfeitores
nem invejes os que praticam a injustiça


domingo, janeiro 01, 2006 

DEUSES DA MÚSICA III

Johann Sebastian Bach (1685-1750)

Johann Sebastian Bach, nasceu em Eisenach, pequena cidade da Turíngia, na Alemanha central, a 21 de Março de 1685, 8º filho de Johann Ambrosius Bach e de Maria Elisabetta Lämmerhirt.
Aos 10 anos, órfão de pai e mãe, foi viver com o irmão mais velho, Johann Christoph, em Ohrdurf. Aos 18 anos teve o seu primeiro emprego, como violinista na corte de Weimar, seguindo pouco depois, para Arnstadt, como organista da Igreja dessa localidade. Profundamente religioso, o luteranismo, religião que professava, influenciou toda a sua vida e obra.
Casaco com a prima Maria Barbara, que lhe deu 7 filhos, enviuvou aos 35 anos, unindo-se em segundas núpcias a Anna Magdalena, de quem teve mais 13. Dessa abundante descendência, apenas lhe sobreviveram 9 filhos, dois dos quais compositores reconhecidos.
Os últimos 27 anos da sua vida passou-os em Leipzig, onde ocupou, por concurso, o posto de "Kantor" da Igreja de São Tomás, com funções de ensino, composição e interpretação.
Morreu em 28 de Julho de 1750, na sequência de duas operações a que se submeteu na esperança de contrariar a cegueira que o atingira.
Deixou-nos uma obra imensa, indissoluvelmente ligada à sua vida Compor fazia parte do exercício da sua profissão, em ligação com os diversos cargos que ocupou e que exigiam que apresentasse músicas originais. Assim, por exemplo, em Weimar, onde exercia funções de organista, compôs principalmente cantatas e grande parte da sua obra para órgão.
Em Cöthen, corte calvinista que não admitia outra música nas igrejas para além do canto dos salmos na sua forma mais simples, dedicou-se sobretudo à música profana.
Com excepção da ópera, Johann Sebastian Bach cultivou todos os géneros musicais do seu tempo.
Bach não era, por temperamento, um inovador. A sua originalidade vem-lhe sobretudo do seu enorme ecletismo, decorrente do seu auto-didactismo.
Fazendo uma síntese genial entre a tradição polifónica e o barroco, colocou-se sempre nas posições mais avançadas da tradição, de que explora ao máximo as capacidades criativas e expressivas.
Sem ter propriamente caído no esquecimento depois da sua morte, foi "redescoberto" no séc. XIX, nomeadamente pela acção de Mendelssohn, e desde então a sua reputação de músico genial não tem parado de crescer, estendendo a sua influência até aos nossos dias.

Da sua vasta obra temos para apresentar umas das suas mais importantes peças, Jesus, Joy of Man's Desiring extraída da Cantata BWV 147 que pode ser ouvido no seguinte link: http://www.classical.net/music/audio/midi/bach/jesujoyofmansdesiring.mid

domingo, dezembro 25, 2005 

DEUSES DA MÚSICA II

FRANZ SCHUBERT
Franz Peter Schubert nasceu em Himmelpfortgrund, perto de Viena, a 31 de Janeiro de 1797 tendo falecido em Viena a 19 de Novembro de 1828. Foi um dos maiores compositores austríacos da era romântica. Escreveu cerca de seiscentas canções românticas (o "lied" alemão), bem como óperas, sinfonias, sonatas entre outros trabalhos. Não houve um grande reconhecimento público da sua obra enquanto foi vivo pois teve sempre dificuldade em assegurar um emprego permanente, vivendo muitas vezes à custa de amigos e do trabalho que o pai lhe dava. Morreu sem quaisquer recursos financeiros com a idade de 31 anos. Hoje, o seu estilo considerado por muitos como imaginativo, lírico e melódico, fá-lo ser considerado um dos maiores compositores do século XIX, marcando a passagem do estilo clássico para o romântico. Podemos defini-lo como "mais um artista incompreendido pelos seus contemporâneos".
Adequado à época natalícia temos para ouvir um excerto de uma das suas obras mais importantes - Ave Maria que pode ser apreciada no seguinte link: http://www.chass.utoronto.ca/~ngargano/corsi/100/wk11.ave.maria.html

sábado, dezembro 17, 2005 

O NATAL DAS CRIANÇAS



Encontra-se em exposição até ao dia 13 de Janeiro na Biblioteca Municipal um conjunto de Árvores de Natal elaboradas pelas crianças das escolas e jardins-de-infância do Concelho do Bombarral. De Segunda a Sexta-Feira das 9h30 às 12h30 e das 14h00 às 18h00.
A não perder.....

sábado, dezembro 10, 2005 

LIVROS PROIBIDOS I


Ao longo da história várias foram as formas de censura utilizadas pelo homem para esconder e apagar os livros e outros tipos de suportes documentais cujo o conteúdo fosse contrário às ideias vigentes e à ideologia "oficial".
A primeira lista oficial de “Livros Proibidos” adoptada pela Igreja Católica surgiu no V Concílio de Latrão em 1515, confirmada no Concílio de Trento em 1546 e sua primeira edição data do ano de 1557 como Index Librorum Prohibitorum. A 32ª Edição publicada em 1948 incluía quatro mil títulos censurados. O Index Librorum Prohibitorum é uma lista de publicações proibidas que foram consideradas heréticas pela Igreja Católica Romana a partir do ano de 1559. O Papa Paulo IV (1555-1559) no seu último ano de pontífice viria mais tarde a instituir oficialmente, na “Sagrada Congregação da Inquisição”, a censura das publicações. Os Índices eram regras aceites como um guia para o Censor Oficial que julgava se determinada obra tinha um conteúdo intelectual fora dos critérios da Igreja Católica ( qualquer manifestação de deficiência moral, sexualidade explícita, incorreção política, superstição, heresias, etc, ). Em caso afirmativo esse livro era imediatamente punido, ou seja, o seu autor colocado numa Lista Negra e a sua obra proibida, posta fora de circulação e queimada.
Para saber mais sobre os livros proibidos ao longo da história da humanidade existe o site Biblioteca Proibida: http://www.forbiddenlibrary.com
Em próximos posts falaremos dos livros proibidos dos regimes totalitários (comunista, nazi, fascista e social-fascista) bem como das censuras "suaves" que os regimes democráticos fazem sobre todos os livre-pensadores que procuram alcançar o conhecimento e que fogem da norma instituída.

quinta-feira, dezembro 01, 2005 

AGENDA DE ACTIVIDADES - DEZEMBRO

EXPOSIÇÕES
Exposição de livros do fundo geral da Biblioteca Municipal relacionados com o Natal

Exposição de Árvores de Natal elaboradas pelas crianças das escolas e jardins-de-infância do Concelho do Bombarral

10 de Dezembro - Dia Internacional dos Direitos Humanos

Exposição alusiva aos Direitos da Criança

HORA DO CONTO

3ª e 5ª Feira das 10h00 às11h00
4ª Feira das 14h30 às 15h30
Destinatários: Alunos do Pré-Escolar e 1º CEB
CONTO DO MÊS
Contos de Natal de vários autores

HORA DO CONTO ITINERANTE
6ª Feira
(Deslocação a uma Escola ou Jardim de Infância para contar uma história)

ATELIER DE AGRICULTURA BIOLÓGICA
“Vem aprender a plantar”
4ª Feira das 9h30 às 10h30
Atelier ministrado por Vanessa Gonçalves Quinta dos Cheiros - Carvalhal

ACTIVIDADES LIVRES
◊ Pintura◊ Puzzles ◊ Jogos ◊ Desenhos
Dirigidas a todas as crianças e jovens para ocupação dos tempos livres

 

TEMA DO MÊS


TEMA DO MÊS
NATAL
De acordo com os evangelhos Cristãos, Jesus Cristo nasceu da Virgem Maria em Belém da Judeia, para onde Maria e o seu marido José se tinham dirigido para se registarem nos censos Romanos. A maioria das igrejas cristãs celebra o Natal no dia 25 de Dezembro enquanto a Igreja Ortodoxa adopta o 7 de Janeiro em virtude de esta não ter aceite o Calendário Gregoriano. É o evento cristão socialmente mais importante, juntamente com a Páscoa. A sua instituição no ano 354 pelo Papa Libério deveu-se talvez à necessidade de cristianizar as festas que vários povos pagãos celebravam por altura do Solstício de Inverno. Assim, em vez de proibir as festas pagãs, forneceu-lhes um pretexto cristão. Nas línguas latinas o vocábulo Natal provém de "natividade", ou seja, nascimento. Nas línguas anglo-saxónicas o termo utilizado é Christmas, literalmente "missa de Cristo" O Natal viria pois a tornar-se o dia por excelência de troca de presentes entre família e amigos como forma de celebração do amor pelo nosso semelhante.

quinta-feira, novembro 17, 2005 

MESTRES DA PINTURA IV

MUNCH, Edvard (1863-1944) - Noruega

The Scream, 1893
Tempera and pastel on board
91 x 73.5 cm

quarta-feira, novembro 09, 2005 

LITERACIA DA INFORMAÇÃO

Um quarto dos adultos de 20 países industrializados da Organização de Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) não possui as competências de leitura, escrita e cálculo para fazer face às exigências diárias da vida actual, transformada pelas novas tecnologias e pela internet, estima a própria OCDE num relatório divulgado recentemente. A literacia, de acordo com o conceito definido pela organização, é entendida como "aptidão de compreender e utilizar informação escrita na vida quotidiana, em casa, no trabalho e em sociedade, com vista a atingir objectivos pessoais e alargar conhecimentos e capacidades". Saber ler, escrever e contar, compreendo o que se faz e utilizando esses conhecimentos na vida diária. Assim, segundo a OCDE, em 14 dos 20 países analisados, entre os quais a Austrália, o Canadá, os Estados Unidos, a Nova Zelândia e o Reino Unido, pelo menos 15% dos adultos não possuem mesmo capacidade de leitura e de escrita elementares, factor que explica "a dificuldade de se adaptarem às crescentes exigências da era da informação". A Suécia, seguida pela Finlândia, Noruega e Holanda, são os quatro países onde a o grau de literacia entre os 16 e os 65 anos é a mais elevada. No escalão mais baixo situa-se Portugal, acompanhado pelo Chile, Polónia e Eslovénia. Preocupada com este panorama a Biblioteca Pública de Évora criou no seu site um tutorial de literacia de informação online acessível a todos aqueles que procuram desenvolver as suas capacidades de selecção, pesquisa e avaliação das diferentes fontes de informação existentes na moderna Sociedade da Informação. Este serviço inovador chama-se L-info e está acessível através do seguinte link: http://www.evora.net/bpe/Linfo/

quarta-feira, novembro 02, 2005 

AGENDA DE ACTIVIDADES - NOVEMBRO

ESPAÇO INFANTO-JUVENIL

Autor do Mês
La Fontaine
Exposição de livros de Fábulas

Hora do Conto

3ª e 5ª Feira das 10h00 às11h00
4ª Feira das 14h30 às 15h30

Destinatários: Alunos do Pré-Escolar e 1º CEB
CONTO DO MÊS
O velho, o rapaz e o burro - Fábula de La Fontaine

Hora do Conto Itinerante
6ª Feira
(Deslocação a uma Escola ou Jardim de Infância para contar uma história)

Atelier de Agricultura Biológica
“Vem aprender a plantar”
4ª Feira das 9h30 às 10h30
Atelier ministrado por Vanessa Gonçalves Quinta dos Cheiros - Carvalhal

Actividades Livres
◊ Pintura◊ Puzzles ◊ Jogos ◊ Desenhos
Dirigidas a todas as crianças e jovens para ocupação dos tempos livres

segunda-feira, outubro 31, 2005 

AUTOR DO MÊS - NOVEMBRO


JOSÉ CARDOSO PIRES

Nascido no distrito de Castelo Branco vem viver para Lisboa muito jovem. Após concluído o liceu, frequenta o curso de Matemáticas Superiores da Faculdade de Ciências que abandona para se alistar na Marinha Mercante. Viaja então por toda a costa de África, até ser obrigado a abandonar essa ocupação. Inicia-se então na literatura e no jornalismo cultural, tendo sido director de várias editoras e revistas. A partir de 1974, dedica-se exclusivamente à escrita. Autor multifacetado, do romance à sátira política, passando pelo teatro e pela crónica, José Cardoso Pires é considerado um dos maiores e melhores prosadores e contadores de histórias da literatura portuguesa contemporânea, tendo obras traduzidas em quinze línguas. Nunca integrou nenhuma corrente literária específica - considerava-se a si próprio um "integrado marginal" -, acusa, no entanto, influências várias, desde o neo-realismo ao surrealismo, passando por Tchekov e por autores americanos como Poe, Hemingway ou Melville É também apontada à sua escrita um forte cariz cinematográfico, corroborada pelas várias adaptações de contos seus para o cinema cuja mais recente foi o filme O Delfim. O conjunto total da sua obra foi distinguido com a atribuição, em 1997, do Prémio Pessoa e, em 1998, do Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.

BIBLIOGRAFIA

Os Caminheiros e Outros Contos (Contos), 1949

Histórias de Amor (Contos), 1952

O Anjo Ancorado (Novela), 1958 ; 1990

Cartilha do Marialva, 1960

O Render dos Heróis (Teatro), 1960

Jogos de Azar (Contos), 1963 ; 1993

O Hóspede de Job (Romance), 1963 ; 1992

O Delfim (Romance), 1968 ; 1999

Dinossauro Excelentíssimo (Sátira), 1972

E agora, José ?, 1977

O Burro em Pé (Contos), 1979

Corpo-Delito na Sala de Espelhos, 1980

Balada da Praia dos Cães (Romance), 1982 ; 1989

Alexandra Alpha (Romance), 1987

A República dos Corvos (Contos), 1988

Cardoso Pires por Cardoso Pires (Crónicas), 1991

A Cavalo no Diabo (Crónicas), 1994

De Profundis, Valsa Lenta (Crónicas), 1997

Lisboa, Livro de Bordo (Crónicas), 1997

Dispersos I - Literatura, org. de Vasco Rosa, 2005


terça-feira, outubro 25, 2005 

POP ART I



DEPECHE MODE

As origens do Depeche Mode datam de 1976, quando em Basildon, Inglaterra, Andrew Fletcher (baixo/teclado) e Vince Clarke (teclado) se encontram pela primeira vez e formam a banda "No Romance in China" que viria a ter uma existência curta. Em 1979 Vince Clarke juntamente com Martin Gore (guitarra/teclado), formaria uma nova dupla chamada "French Look". Não demorou muito para que Andrew Fletcher se juntasse ao grupo, formando assim o "Composition of Sound" com Vince como vocalista. Em meados de 1980, o cantor Dave Gahan entra para o grupo que se passaria a chamar Depeche Mode, nome este tirado de uma revista francesa de moda, que em português significa Moda Passageira. A primeira música dos Depeche Mode a surgir no cenário musical inglês foi uma versão de Photographic, faixa incluída na compilação Some Bizarre Album (1980). É com o lançamento do terceiro single, Just Can't Get Enough, que esteve semana a fio no TopTen inglês, que os Depeche Mode começa a ganhar um lugar de destaque no panorama musical britânico. O primeiro álbum, Speak & Spell, viria a alcançar bons resultados em termos de vendas. Martin Gore assume o papel de compositor da banda, e como resultado temos o álbum A Broken Frame de 1982. Nesta altura os Depeche Mode era já um trio, tal como hoje, formado apenas por Martin Gore (guitarra/teclado), Dave Gahan (voz) e Andrew Fletcher (teclado). Neste álbum foram lançados os singles Leave in Silence, See You e The Meaning of Love. Mais tardes seria então recrutado Alan Wilder como membro definitivo da banda (pianista), momento importantíssimo para a história do Depeche. Alan contribuiria para a produção dos álbuns Violator (1990) e Songs Of Faith and Devotion (1993), trabalhos com uma maior riqueza em termos de produção. Grupo com uma perfomance fortissima nos concertos ao vivo. os Depeche Mode contribuiram com alguns dos principais hinos das pistas de dança dos anos 80: Strangelove, Just Can't Get Enough, Never Let Me Down Again, etc.

Finalmente de volta em 2005 com o novo album Playing the Angel, os Depeche Mode voltam a apresentar uma sonoridade bem pop e um ritmo de dança nas suas canções bastante agradável. Para os fans do grupo temos o seguinte site: http://www.depechemode.com

O primeiro single do seu novo trabalho tem o nome de Precious. Pode ver o Vídeoclip no seguinte link: http://www.mp3.com/albums/20065654/summary.html

De referir que estarão em Portugal no próximo dia 8 de Fevereiro de 2006 para um concerto no Pavilhão Atlântico. A não perder!

quarta-feira, outubro 19, 2005 

DEUSES DA MÚSICA I


Johann Pachelbel (1653-1706)

Sem ser uma das principais figuras de um dos períodos mais áureos da história da música clássica - o Barroco, Johann Pachelbel foi, sem dúvida, uma das personalidades mais destacadas entre os mestres alemães de órgão da segunda metade do Séc. XVII.
Nasceu em 1653 em Nuremberga, filho de um comerciante de vinhos tendo morrido nesta mesma cidade alemã em 1706. Foi o respeitável organista da Igreja de Saint-Sebald.
A sua aprendizagem musical foi principalmente feita em Ratisbon, por Kaspar Prentz, e posteriormente em Viena através de contacto com a arte de Johann Kaspar Kerrl, que continuou durante o seu periodo de actividade como organista em Thuringia (em Eisenach e Erfurt) onde travou conhecimento com membros da família Bach. Viria a ter alguma influência na aprendizagem musical e na arte da composição daquele que é considerado como um dos maiores génios de sempre do Barroco e da Música Clássica - Johann Sebastian Bach.

A composição musical mais conhecida de Pachebel é sem dúvida o Canon. Para ouvir um excerto desta belíssima peça de música clássica pode entrar no seguinte link:http://www.cascadestrings.net/audio/hi_fi/Canon.mp3

quinta-feira, outubro 13, 2005 

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA - 2005

HAROLD PINTER

Dramaturgo inglês nascido em Hackney, bairro de Londres, a 10 de Outubro de 1930. Filho de judeus ingleses realizou os seus estudos liceais no bairro londrino que o viu nascer.
A sua primeira obra importante foi The bithday party (1958) que foi um fracasso na estreia e um êxito na reposição, mas só depois de ter sido passada à televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro do absurdo e as suas peças apresentam, num estilo característico a que se deu o nome de pintoresco, situações em que as personagens vêem repentinamente em perigo a segurança das suas vidas quotidianas
As suas principais obras são:
PROSA
Kullus (1949)
The Dwarfs (1952-56)
Latest Reports from the Stock Exchange (1953)
The Black and White (1954-55)
The Examination (1955)
Tea Party (1963)
The Coast (1975)
Problem (1976)
Lola (1977)
Short Story (1995)
Girls (1995)
Sorry About This (1999)
God's District (1997)
Tess (2000)
Voices in the Tunnel (2001)

POESIA
War (2003)

TEATRO
The room (1957)
The caretaner (1960)
A slight ache (1961)
The homcoming (1965)
Md Times (1971)
No Maris land (1975)
Para saber mais informações acerca da vida e obra do Prémio Nobel 2005 existe o seguinte site: http://www.haroldpinter.org/

quinta-feira, outubro 06, 2005 

AUTOR DO MÊS - OUTUBRO

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances. Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado "ciclo de Benfica" -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura, Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.


BIBLIOGRAFIA

Memória de Elefante (Romance), 1979 ; 2001
Os cus de Judas (Romance), 1979 ; 2001
Conhecimento do Inferno (Romance), 1980 ; 1999
Explicação dos Pássaros (Romance), 1981 ; 1997
Fado Alexandrino (Romance), 1983 ; 2000
Auto dos Danados (Romance), 1985 ; 2001
As Naus (Romance), 1988 ; 2000
Tratado das Paixões da Alma (Romance), 1990 ; 2001
A ordem natural das coisas (Romance), 1992
A História do Hidroavião, 1994 ; 1998
A Morte de Carlos Gardel (Romance), 1994
Crónicas (Crónicas), 1995
Crónicas do Público (Crónicas), 1996
Manual dos Inquisidores (Romance), 1996 ; 1999
O Esplendor de Portugal (Romance), 1997 ; 1999
Livro de crónicas (Crónicas), 1998 ; 2001
Exortação aos crocodilos (Romance), 1999
Não entres tão depressa nessa noite escura (Romance), 2000
Que farei quando tudo arde? (Romance), 2001
Segundo livro de crónicas (Crónicas), 2002
Apontar com o dedo o centro da Terra (Romance), 2002
Boa tarde às coisas aqui em baixo (Romance), 2003
Eu hei-de amar uma pedra (Romance), 2004

domingo, outubro 02, 2005 

MESTRES DA PINTURA III


DALI, Salvador (1904-1989) - Espanha

The Persistence of Memory, 1931
Oil on canvas, 24 x 33 cm
The Museum of Modern Art, New York

sábado, setembro 17, 2005 

OUTROS SONS II

DEAD CAN DANCE

O grupo Dead Can Dance consiste essencialmente num duo composto por Lisa Gerrard e Brendan Perry, dois australianos, ambos de origem anglo-irlandesa, que no início dos anos 80 se juntaram para dar origem a um dos agrupamentos musicais mais emblemáticos da música alternativa do final do século XX. E realmente é impossível catalogar a música produzida pelos Dead Can Dance, a não ser como alternativa, o que é sempre um pouco vago, tal não é a quantidade de influências que desfilaram ao longo de 17 anos de carreira, 8 discos de originais e inúmeras colaborações com outros artistas. Elementos típicos da música pop, folk, música medieval, música de origem árabe, misturam-se constantemente com ritmos tribais, ou com música de câmara, de modo a criar ambientes únicos, plenos de espritualidade e de alma. E é precisamente na busca da alma escondida em cada instrumento musical que se inspira o nome do grupo. Para saber mais informações sobre este grupo musical entre no seguinte link: http://www.deadcandance.com/
De destacar ainda a magnifica voz de Lisa Gerrard possuidora de um timbre e de uma sonoridade de cortar a respiração!
Extraído da banda sonora do filme GLADIATOR temos a composição Now You Are Free, um dos temas mais conhecidos interpretada pela cantora e que pode ser ouvido no seguinte site: http://www.epdlp.com/compbso.php?id=524

quinta-feira, setembro 08, 2005 

AUTOR DO MÊS - SETEMBRO



JOSÉ SARAMAGO

Nascido no Ribatejo, mas desde muito novo a residir em Lisboa, José Saramago é um caso paradigmático de escritor autodidacta: com um curso em serralharia mecânica concluído em 1939, vai, ao longo dos anos, repartir a sua actividade profissional pela tradução, a direcção literária e de produção numa casa editora, colaborações várias em jornais e revistas (salientando-se a função de crítico literário que manteve na Seara Nova e o jornalismo propriamente dito, tendo orientado o "SuplementoLiterário" do Diário de Lisboa e sido director-adjunto do Diário de Notícias, já no período pós-revolucionário de 1974-75). Tendo embora iniciado a sua carreira nas letras em 1947, com o livro Terra do Pecado, é em 1980, com o romance Levantado do Chão, história da vida de uma família camponesa do Alentejo desde o início do século até à revolução de Abril e ao advento da reforma agrária, que José Saramago produz aquilo a que já se convencionou chamar o seu "primeiro grande romance". Primeiro porque a partir daí eles se têm sucedido regularmente como outros tantos "grandes romances", o maior dos quais, por ter constituído um autêntico "caso" de celebridade tanto nacional como internacional, com tradução para uma vintena de línguas e adaptação a libretto de ópera, foi sem dúvida Memorial do Convento (1982). Fascinante relato da construção do convento de Mafra e do esforço dos homens que o construíram, Memorial do Convento trata também do sonho do "padre voador", Bartolomeu de Gusmão, e da construção da sua Passarola, que voará mercê das vontades dos homens que Blimunda, a que vê através dos corpos e da terra, irá, pacientemente, aprisionando num frasco. Tudo isto é servido por um estilo que passará a constituir forte marca do autor e que se define, basicamente, pela supressão de alguns sinais de pontuação, nomeadamente pontos finais e travessões para introduzir o diálogo entre as personagens, o que vai resultar num ritmo fluido, marcadamente oral e muito próprio, tanto da escrita como da narrativa. Estas características irão, aliás, contribuir para transformar os seus livros em objecto de interesse para encenadores, músicos e realizadores de cinema: Memorial do Convento, de que o autor recusou autorizar uma adaptação cinematográfica, foi já adaptado a ópera pelo compositor italiano Azio Corghi, com o título "Blimunda". A estreia mundial, com encenação de Jérôme Savary, realizou-se no Teatro alla Scala, de Milão, em Maio de 1990. Também da peça In Nomine Dei foi extraído um libretto: o da ópera "Divara", estreada em Münster (Alemanha), em 31 de Outubro de 1993, com música de Azio Corghi e encenação de Dietrich Hilsdorf. De romance histórico se tem inevitavelmente falado em relação à produção romanesca de Saramago, embora o próprio autor recuse tal etiqueta aplicada às suas obras. E se os romances de José Saramago estão definitivamente modelados numa dimensão histórica (quer os que remetem para o passado - a maioria - quer, por exemplo A Jangada de Pedra (1986), que surge como ficção de uma hipótese fantástica situada num futuro), não o estarão menos numa dimensão propriamente humana, naquilo em que a acção e reflexão dos homens, mesmo, ou principalmente, dos mais modestos no interior de cada época histórica, pode pesar para ocasionar desvios, ainda que ficcionais, da "verdade" que a História consignou. Se o romance de José Saramago é histórico, pela dimensão histórica, e fantástico, pela dimensão fantástica, ele é principalmente dos homens e das mulheres na história e da sua capacidade de ver e agir sobre o real para além do crível e do evidente. Parte da extraordinária receptividade que as suas obras têm merecido em todo o mundo, e que culminou com a atribuição do Nobel, dever-se-á, sem dúvida, a esse carácter humanista, a esse reduto de confiança e esperança no poder do humano que a sua obra projecta. De facto, mesmo antes da consagração máxima trazida pelo Nobel, Saramago era já o autor português contemporâneo mais traduzido, com livros editados em todo o mundo, da América do Norte à China, e detinha já um capital de prestígio reconhecido pela atribuição de vários prémios literários internacionais e nacionais - de onde se destacam o Prémio Camões, em 1995 e os prémios Vida Literária, da Associação Portuguesa de Escritores (1993) e de Consagração de Carreira, da Sociedade Portuguesa de Autores (1995) -, doutoramentos honoris causa pelas Universidades de Turim (Itália), Manchester (Inglaterra), Sevilha, Toledo e Castilla-La Mancha (Espanha) e graus honoríficos, como o de Comendador da Ordem Militar de Santiago da Espada e Chevalier de l'Ordre des Arts e des Lettres (atribuído pelo governo francês). É, além disso, membro honoris causa do Conselho do Instituto de Filosofia do Direito e de Estudos Histórico-Políticos da Universidade de Pisa (Itália); membro da Academia Universal das Culturas (Paris); membro correspondente da Academia Argentina das Letras e membro do Parlamento Internacional de Escritores (Estrasburgo).

PRINCIPAL BIBLIOGRAFIA


Terra do pecado (Romance), 1947 ; 2004
Os poemas possíveis (Poesia), 1966 ; 1992
Provavelmente alegria (Poesia), 1970 ; 1985
Deste mundo e do outro (Crónicas), 1971 ; 2001
A bagagem do viajante (Crónicas), 1973 ; 2000
As opiniões que o D.L. teve (Crónicas), 1974
O ano de 1993 (Poesia), 1975 ; 1987
Os apontamentos (Crónicas), 1976 ; 1990
Manual de pintura e caligrafia (Romance), 1977 ; 1983
Objecto quase, 1978 ; 1984
A noite (Teatro), 1979 ; 1987
Levantado do chão (Romance), 1980 ; 2002
Que farei com este livro (Teatro), 1980 ; 1988
Viagem a Portugal (Viagens), 1981 ; 2003
Memorial do convento (Romance), 1982 ; 2004
O ano da morte de Ricardo Reis (Romance), 1984 ; 2003
A jangada de pedra (Romance), 1986 ; 2002
A segunda vida de Francisco de Assis (Teatro), 1987 ; 1999
História do cerco de Lisboa (Romance), 1989
O Evangelho segundo Jesus Cristo (Romance), 1992
In nomine Dei (Teatro), 1993
Cadernos de Lanzarote I (Diário), 1994
Ensaio sobre a cegueira (Romance), 1995 ; 2004
Cadernos de Lanzarote II (Diário), 1995
Cadernos de Lanzarote III (Diário), 1996
Todos os nomes (Romance), 1997 ; 1999
Cadernos de Lanzarote IV (Diário), 1997
Cadernos de Lanzarote V (Diário), 1998
O conto da ilha desconhecida, 1999 ; 2005
Discursos de Estocolmo, 1999
Folhas políticas (1976-1998) (Crónicas), 1999
A caverna (Romance), 2000 ; 2001
A face de Saramago, em colab. com Maria Paula Lago, 2000
A maior flor do mundo (Infanto-juvenil), 2001 ; 2002
O homem duplicado (Romance), 2002 ; 2003
Don Giovanni ou o dissoluto absolvido (Teatro), 2005

quinta-feira, setembro 01, 2005 

O LUGAR DA HISTÓRIA


A Batalha da Roliça

Enquadrada na 1ª Invasão francesa, a Batalha da Roliça viria a ser o primeiro grande confronto entre o exército francês que na altura ocupava Portugal e o exército britânico que entretanto tinham desembarcado no nosso país e que era comandado pelo mítico Sir Arthur Wellesley (futuro Duque de Wellington). O confronto militar deu-se no dia 17 de Agosto de 1808 tendo os primeiros tiros sido dados ainda nos limites do actual Concelho de Óbidos terminando as hostilidades na zona da Roliça, mais concretamente junto dos altos da Columbeira, com a completa vitória das forças inglesas sobre as tropas napoleónicas. Foi a primeira das muitas vitórias de Arthur Wellesley sobre as tropas francesas que culminaria, anos mais tarde, no triunfo da Batalha de Waterloo (1815) e consequente derrota de Napoleão, acontecimento este que mudaria para sempre o xadrez geopolítico da Europa do século XIX.
A exemplo do que já se faz lá fora ao nível das reconstituições históricas das Batalhas Napoleónicas, era importante o Concelho do Bombarral e os Bombarralenses começarem a preparar condignamente a comemoração dos 200 anos da Batalha da Roliça que irá ocorrer em 2008. É poís necessário um novo olhar sobre este episódio militar tendo bem presente as enormes potencialidades turístico-culturais que este acontecimento histórico representa quer ao nível da divulgação do Bombarral quer no que diz respeito à salvaguarda do seu património histórico.