segunda-feira, outubro 31, 2005 

AUTOR DO MÊS - NOVEMBRO


JOSÉ CARDOSO PIRES

Nascido no distrito de Castelo Branco vem viver para Lisboa muito jovem. Após concluído o liceu, frequenta o curso de Matemáticas Superiores da Faculdade de Ciências que abandona para se alistar na Marinha Mercante. Viaja então por toda a costa de África, até ser obrigado a abandonar essa ocupação. Inicia-se então na literatura e no jornalismo cultural, tendo sido director de várias editoras e revistas. A partir de 1974, dedica-se exclusivamente à escrita. Autor multifacetado, do romance à sátira política, passando pelo teatro e pela crónica, José Cardoso Pires é considerado um dos maiores e melhores prosadores e contadores de histórias da literatura portuguesa contemporânea, tendo obras traduzidas em quinze línguas. Nunca integrou nenhuma corrente literária específica - considerava-se a si próprio um "integrado marginal" -, acusa, no entanto, influências várias, desde o neo-realismo ao surrealismo, passando por Tchekov e por autores americanos como Poe, Hemingway ou Melville É também apontada à sua escrita um forte cariz cinematográfico, corroborada pelas várias adaptações de contos seus para o cinema cuja mais recente foi o filme O Delfim. O conjunto total da sua obra foi distinguido com a atribuição, em 1997, do Prémio Pessoa e, em 1998, do Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores.

BIBLIOGRAFIA

Os Caminheiros e Outros Contos (Contos), 1949

Histórias de Amor (Contos), 1952

O Anjo Ancorado (Novela), 1958 ; 1990

Cartilha do Marialva, 1960

O Render dos Heróis (Teatro), 1960

Jogos de Azar (Contos), 1963 ; 1993

O Hóspede de Job (Romance), 1963 ; 1992

O Delfim (Romance), 1968 ; 1999

Dinossauro Excelentíssimo (Sátira), 1972

E agora, José ?, 1977

O Burro em Pé (Contos), 1979

Corpo-Delito na Sala de Espelhos, 1980

Balada da Praia dos Cães (Romance), 1982 ; 1989

Alexandra Alpha (Romance), 1987

A República dos Corvos (Contos), 1988

Cardoso Pires por Cardoso Pires (Crónicas), 1991

A Cavalo no Diabo (Crónicas), 1994

De Profundis, Valsa Lenta (Crónicas), 1997

Lisboa, Livro de Bordo (Crónicas), 1997

Dispersos I - Literatura, org. de Vasco Rosa, 2005


terça-feira, outubro 25, 2005 

POP ART I



DEPECHE MODE

As origens do Depeche Mode datam de 1976, quando em Basildon, Inglaterra, Andrew Fletcher (baixo/teclado) e Vince Clarke (teclado) se encontram pela primeira vez e formam a banda "No Romance in China" que viria a ter uma existência curta. Em 1979 Vince Clarke juntamente com Martin Gore (guitarra/teclado), formaria uma nova dupla chamada "French Look". Não demorou muito para que Andrew Fletcher se juntasse ao grupo, formando assim o "Composition of Sound" com Vince como vocalista. Em meados de 1980, o cantor Dave Gahan entra para o grupo que se passaria a chamar Depeche Mode, nome este tirado de uma revista francesa de moda, que em português significa Moda Passageira. A primeira música dos Depeche Mode a surgir no cenário musical inglês foi uma versão de Photographic, faixa incluída na compilação Some Bizarre Album (1980). É com o lançamento do terceiro single, Just Can't Get Enough, que esteve semana a fio no TopTen inglês, que os Depeche Mode começa a ganhar um lugar de destaque no panorama musical britânico. O primeiro álbum, Speak & Spell, viria a alcançar bons resultados em termos de vendas. Martin Gore assume o papel de compositor da banda, e como resultado temos o álbum A Broken Frame de 1982. Nesta altura os Depeche Mode era já um trio, tal como hoje, formado apenas por Martin Gore (guitarra/teclado), Dave Gahan (voz) e Andrew Fletcher (teclado). Neste álbum foram lançados os singles Leave in Silence, See You e The Meaning of Love. Mais tardes seria então recrutado Alan Wilder como membro definitivo da banda (pianista), momento importantíssimo para a história do Depeche. Alan contribuiria para a produção dos álbuns Violator (1990) e Songs Of Faith and Devotion (1993), trabalhos com uma maior riqueza em termos de produção. Grupo com uma perfomance fortissima nos concertos ao vivo. os Depeche Mode contribuiram com alguns dos principais hinos das pistas de dança dos anos 80: Strangelove, Just Can't Get Enough, Never Let Me Down Again, etc.

Finalmente de volta em 2005 com o novo album Playing the Angel, os Depeche Mode voltam a apresentar uma sonoridade bem pop e um ritmo de dança nas suas canções bastante agradável. Para os fans do grupo temos o seguinte site: http://www.depechemode.com

O primeiro single do seu novo trabalho tem o nome de Precious. Pode ver o Vídeoclip no seguinte link: http://www.mp3.com/albums/20065654/summary.html

De referir que estarão em Portugal no próximo dia 8 de Fevereiro de 2006 para um concerto no Pavilhão Atlântico. A não perder!

quarta-feira, outubro 19, 2005 

DEUSES DA MÚSICA I


Johann Pachelbel (1653-1706)

Sem ser uma das principais figuras de um dos períodos mais áureos da história da música clássica - o Barroco, Johann Pachelbel foi, sem dúvida, uma das personalidades mais destacadas entre os mestres alemães de órgão da segunda metade do Séc. XVII.
Nasceu em 1653 em Nuremberga, filho de um comerciante de vinhos tendo morrido nesta mesma cidade alemã em 1706. Foi o respeitável organista da Igreja de Saint-Sebald.
A sua aprendizagem musical foi principalmente feita em Ratisbon, por Kaspar Prentz, e posteriormente em Viena através de contacto com a arte de Johann Kaspar Kerrl, que continuou durante o seu periodo de actividade como organista em Thuringia (em Eisenach e Erfurt) onde travou conhecimento com membros da família Bach. Viria a ter alguma influência na aprendizagem musical e na arte da composição daquele que é considerado como um dos maiores génios de sempre do Barroco e da Música Clássica - Johann Sebastian Bach.

A composição musical mais conhecida de Pachebel é sem dúvida o Canon. Para ouvir um excerto desta belíssima peça de música clássica pode entrar no seguinte link:http://www.cascadestrings.net/audio/hi_fi/Canon.mp3

quinta-feira, outubro 13, 2005 

PRÉMIO NOBEL DA LITERATURA - 2005

HAROLD PINTER

Dramaturgo inglês nascido em Hackney, bairro de Londres, a 10 de Outubro de 1930. Filho de judeus ingleses realizou os seus estudos liceais no bairro londrino que o viu nascer.
A sua primeira obra importante foi The bithday party (1958) que foi um fracasso na estreia e um êxito na reposição, mas só depois de ter sido passada à televisão. É um dos mais importantes renovadores do teatro do absurdo e as suas peças apresentam, num estilo característico a que se deu o nome de pintoresco, situações em que as personagens vêem repentinamente em perigo a segurança das suas vidas quotidianas
As suas principais obras são:
PROSA
Kullus (1949)
The Dwarfs (1952-56)
Latest Reports from the Stock Exchange (1953)
The Black and White (1954-55)
The Examination (1955)
Tea Party (1963)
The Coast (1975)
Problem (1976)
Lola (1977)
Short Story (1995)
Girls (1995)
Sorry About This (1999)
God's District (1997)
Tess (2000)
Voices in the Tunnel (2001)

POESIA
War (2003)

TEATRO
The room (1957)
The caretaner (1960)
A slight ache (1961)
The homcoming (1965)
Md Times (1971)
No Maris land (1975)
Para saber mais informações acerca da vida e obra do Prémio Nobel 2005 existe o seguinte site: http://www.haroldpinter.org/

quinta-feira, outubro 06, 2005 

AUTOR DO MÊS - OUTUBRO

ANTÓNIO LOBO ANTUNES

Proveniente de uma família da grande burguesia portuguesa, licenciou-se em Medicina, com especialização em Psiquiatria. Exerceu a profissão no Hospital Miguel Bombarda em Lisboa, dedicando-se desde 1985 exclusivamente à escrita. A experiência em Angola na Guerra Colonial como tenente e médico do exército português durante vinte e sete meses (de 1971 a 1973) marcou fortemente os seus três primeiros romances. Em termos temáticos, a sua obra prossegue com a tetralogia constituída por A explicação dos pássaros, Fado alexandrino, Auto dos Danados e As naus, onde o passado de Portugal, dos Descobrimentos ao processo revolucionário de Abril de 1974, é revisitado numa perspectiva de exposição disfórica dos tiques, taras e impotências de um povo que foram, ao longo dos séculos, ocultados em nome de uma versão heróica e epopeica da história. Segue-se a esta série a trilogia Tratado das paixões da alma, A ordem natural das coisas e A morte de Carlos Gardel - o chamado "ciclo de Benfica" -, revisitação de geografias da infância e adolescência do escritor (o bairro de Benfica, em Lisboa). A sua obra prosseguiu numa contínua renovação linguística, tendo os seus últimos romances (Exortação aos Crocodilos, Não entres tão depressa nessa noite escura, Que farei quando tudo arde?, Boa tarde às coisas aqui em baixo), bem recebidos pela crítica, marcado definitivamente a ficção portuguesa dos últimos anos.


BIBLIOGRAFIA

Memória de Elefante (Romance), 1979 ; 2001
Os cus de Judas (Romance), 1979 ; 2001
Conhecimento do Inferno (Romance), 1980 ; 1999
Explicação dos Pássaros (Romance), 1981 ; 1997
Fado Alexandrino (Romance), 1983 ; 2000
Auto dos Danados (Romance), 1985 ; 2001
As Naus (Romance), 1988 ; 2000
Tratado das Paixões da Alma (Romance), 1990 ; 2001
A ordem natural das coisas (Romance), 1992
A História do Hidroavião, 1994 ; 1998
A Morte de Carlos Gardel (Romance), 1994
Crónicas (Crónicas), 1995
Crónicas do Público (Crónicas), 1996
Manual dos Inquisidores (Romance), 1996 ; 1999
O Esplendor de Portugal (Romance), 1997 ; 1999
Livro de crónicas (Crónicas), 1998 ; 2001
Exortação aos crocodilos (Romance), 1999
Não entres tão depressa nessa noite escura (Romance), 2000
Que farei quando tudo arde? (Romance), 2001
Segundo livro de crónicas (Crónicas), 2002
Apontar com o dedo o centro da Terra (Romance), 2002
Boa tarde às coisas aqui em baixo (Romance), 2003
Eu hei-de amar uma pedra (Romance), 2004

domingo, outubro 02, 2005 

MESTRES DA PINTURA III


DALI, Salvador (1904-1989) - Espanha

The Persistence of Memory, 1931
Oil on canvas, 24 x 33 cm
The Museum of Modern Art, New York